Menos uma pessoa à mesa, a vovó que partiu em março :(
A irmã, o cunhado, tios e primos passaram estes dias no estrangeiro, onde fazem as suas vidas.
Esse é o motivo de ser uma "mesa" pequena, mas feliz, dentro dos possíveis:) Gratidão.
Quando somos jovens, nem sempre damos o devido valor a estas reuniões familiares. Estamos centrados noutro tipo de coisas propícias da idade, e não realizamos que estes momentos um dia terão fim e deixarão saudades. É isso que sinto agora. Saudades de quem já não está presente, de rotinas, de tradições.. dos aromas da comida que foram desaparecendo.
Estes dias para mim são um misto de emoções. Grata pela família que ainda tenho, mas emocionalmente, sinto me estranha.
Vale ver a alegria dos outros quando lhes proporcionamos alguma alegria, uma simples palavra de agradecimento, uma oferta cheia de significado, ainda que simbólica.
Fui surpreendida por amigos e conhecidos, que disseram querer retribuir pequenas ações que tive para com eles durante o ano. Não faço nada com o intuito de receber algo em troca. Isto, sem dúvida, herdei da minha mãe! Mas é bom saber que ajudei alguém, nem que seja com uma palavra de afeto:)
Isto é o natal, certo?
O filhote, já adolescente, vive esta época com a emoção natural destas idades :)
Aproveitem, olhem para o lado, fixem os rostos e os sorrisos das pessoas que estão sentadas à mesa. Um dia estarão apenas presentes nessas memórias.
Quanto a comidinha, na ceia foi o tradicional bacalhau com todos.
No dia de Natal foi a roupa velha no forno e arroz de pato.
As sobremesas foram as típicas. Mas fiz as rabanadas no forno e substitui os bilharacos por tarte de abóbora.























































